CCXP 2015 – Foi Épico

Olá pessoal eu sou o Paulo Tadeu, ou como sou comumente chamado, o PT, este é meu primeiro texto no Locomotiva 26 e fui incumbido de uma tarefa bem difícil como primeira missão: fazer uma cobertura da CCXP tão épica quanto foi o evento. Esta foi uma missão bem difícil para mim pois nunca tinha viajado sozinho até e capital, muito menos estive em um evento nerd das proporções que este tinha… para falar a verdade, embora eu seja um nerd,  fui a pouquíssimos eventos deste tipo, sejam eles de qualquer proporção. E por último mas não menos importante, foi difícil porque nunca dei uma de repórter, tanto que demorei a deixar este “testemunho” pronto. Busquei a melhor forma de escrevê-lo para que vocês leitores pudessem, de alguma forma, ter uma ideia de qual é a sensação de estar em um Comic Con  ou relembrá-la se você esteve lá. Separei o texto tem tópicos para facilitar a leitura. Caso queira ir para algum tópico específico, clique nos links abaixo:

ACESSO
PAINÉIS
     Evangeline Lilly
     Jim Lee
ESTANDES
COSPLAYS
IMPRESSÕES

A CCXP

O Comic Con EXPerience (CCXP) é um dos maiores eventos para nerds, geeks, cinéfilos, etc., do mundo e em 2015, entre as datas de 03 de dezembro e 06 de dezembro, ocorreu sua segunda edição no Brasil. Ela apresentou quatro áreas principais distribuídas em 55 mil metros quadrados: a praça de alimentação ocupando uma área de aproximadamente 7 mil metros quadrados (enorme diga-se de passagem) com comida para maioria dos gostos; a Artist’s Alley onde você poderia conseguir o autógrafo do seu autor ou desenhista favorito de HQs e livros; a área dos auditórios onde eram apresentados os painéis; e por último (e não menos importante e o maior de todos) os estandes que possuíam exposições dos mais diversos tipos como lojas (de Action Figures, Mangás, objetos colecionáveis, HQs), de produtoras de filmes e séries (Warner, Fox, Sony, Netflix, Crunchyroll), jogos e Vídeogames, e de filmes específicos como Deadpool, Zootopia, O bom dinossauro, Procurando Dory, dentre outros.

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O Comic Con Experience desse ano mostrou ser uma nova experiência aos participantes do evento. Houve novidades em todas as áreas e ainda o acréscimo de área de evento o que aumentou a capacidade de visitantes já que se esperava, para esta edição, aproximadamente 120 mil visitantes. O amplo espaço possibilitou a organização de estandes de empresas ou grupos que não participaram do evento nos outros anos ou tiveram estandes menores, como exemplo o NETFLIX que desta vez organizou um espaço onde havia quatro televisores passando os seriados prediletos do público e ainda um palco para apresentações e interação com as pessoas interessadas.

ACESSO

O evento ocorreu no São Paulo Expo e seu acesso foi um dos pontos chaves para quem não tem familiaridade com a cidade. Para chegar, foram disponibilizados ônibus gratuitos que partiam da estação de metrô Jabaquara até o COMIC COM XP. Quem optou por ir de carro, tinha a possibilidade de guardar seu carro no estacionamento do evento a um custo de R$35 por 12 horas (uma média de R$2,92 a hora).

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PAINÉIS

Um dos pontos que gerava maior rotatividade no evento e o que tornava cada dia uma experiência diferente eram os painéis. Existiam três auditórios em que as apresentações aconteciam. Com início, logo depois da abertura do evento, cada painel durava por volta de 45 minutos. Convidados dos mais diversos tipos estiveram lá discutindo sobre assuntos variados. Poucos foram os painéis que a equipe conseguiu visitar, então serão relatados a seguir detalhes sobre os painéis visitados.

Evangeline Lilly

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A atriz Evangeline Lilly, conhecida por atuar em filmes como a saga O Hobbit (como a elfa Tauriel), o Homem-formiga (como Hope Van Dyne também conhecida como “Vespa”) e na série Lost (como a personagem Kate Austen), agora também estreia como escritora de livros. Ela lançou aqui no mercado brasileiro através da Editora ALEPH o livro chamado Molambolengos (The Squickerwonkers em inglês), voltado para o público infantil. Consegui participar do painel apresentado no primeiro dia do CCXP em que ela falava mais especificamente sobre seu livro.

Durante o painel ela revelou que a história dos Molambolengos já havia sido concebida durante sua adolescência e que torna-lo real só foi possível graças ao incentivo de sua mãe. Para que o livro lançasse, ela contou com a ajuda de uma grande equipe e ainda contou com a colaboração de ninguém mais e ninguém menos que Peter Jackson. Seu envolvimento com a produção do livro foi marcante. Ela escolheu desde o papel do livro, que deveria ser em folhas recicladas, até a forma de impressão do livro com tintas especiais produzidas de forma menos agressiva ao ambiente (exigências feitas APARENTEMENTE apenas nos EUA).

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As ilustrações foram feitas por Johnny Fraser-Allen, um renomado artista que deu forma aos molambolengos. Evangeline Lilly relatou que dar forma aos molambolengos foi uma tarefa difícil e que chegar ao conceito apresentado no livro (sem spoilers aqui), foi com a ajuda dele. Ela ainda contou que esse é um projeto que terá um total de 18 livros sendo este apenas o primeiro. A ideia desses livros é que seja levada às crianças a mensagem de que todos temos defeitos e não devemos excluir os outros ou nos excluir por isso. Ela revelou que já trabalha no segundo livro, mas ainda não tem data para lançamento dele.

Saindo um pouco do assunto do livro, Evangeline disse que este CCXP “kick Sandiego’s Comic Com butt”. Traduzindo: o nosso CCXP “chutou a bunda do Comic Com de San Diego”. Não sei se vocês sentiram, mas eu senti meu ego crescer um pouquinho ao ouvir isso por ser brasileiro. Durante o painel, ela falou um pouquinho (bem “INHO”) sobre o filme do Homem-formiga. Ela revelou “um segredo para seus 3000 amigos” (participantes do evento entenderão) que ela será a nova Vespa no segundo filme da Marvel, mas até a presente data não existe um script, uma história, nada, só a certeza que ela será a tão estimada parceira do Homem-formiga.

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Agora falando sobre a personalidade Evangeline. Ela foi extremamente gentil com os fãs durante o painel. Tenho certeza que ganhou o coração de nós brasileiros que estávamos em sua apresentação pela simpatia, respeito e bom humor com o qual nos tratou. No início de cada um dos painéis, a equipe do CCXP, para evitar tumultos entre fãs e ídolos, nos deram várias advertências antes da entrada da artista, o que deixou um clima razoavelmente tenso. Ao longo da apresentação, ela foi tranquila e quebrou o gelo. Isso só vem ao encontro com um pedido da equipe do CCXP logo depois das advertências. Foi pedido que assim que ela entrasse que nós déssemos um salvo de palmas estrondoso em sua entrada em gratidão pela doçura e por ter sido solícita em participar do evento embora as dificuldades encontradas. Em resumo, ela foi tudo de bom. Particularmente, ganhou um novo fã.

Jim Lee

Infelizmente não gravei áudios sobre os painéis que vi com o Jim Lee, então relatarei o que foi dito mesclando os dois painéis. Contextualizando, Jim Lee é um desenhista, arte-finalista, roteirista e editor de histórias em quadrinho. Atualmente trabalha na DC Comics e é conhecido por desenhar histórias do Batman. Ele foi tutelado por Frank Muller.

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Em um dos painéis ele contou um pouco sobre como chegou onde está hoje, desde sua infância lá na Coréia do Sul até os dias atuais. Desde pequeno ele desenhava: durante as aulas, em casa, na casa de parentes. E foi assim que ele ganhou gosto por desenhar. Após se formar, ele começou a enviar seus desenhos para empresas de quadrinhos. De início não teve muito sucesso, mas posteriormente foi chamado para trabalhar na Marvel. Dentre várias histórias, ele desenhou séries dos X-men. Posteriormente, ele saiu da Marvel e foi convidado a trabalhar na DC Comics. Foi lá que ele iniciou seus trabalhos tutelados pelo Frank Muller. Depois de seus trabalhos com Frank Muller, ele ganhou fama e está no patamar que está hoje. Resumidamente, isso foi o relatado em sua história.

No outro painel, ele estava acompanhado de brasileiros. Neste painel, os brasileiros revelaram que em parceria com a DC Comics, eles darão vida a uma nova fase do Aquaman. O Jim Lee e outros diretores da DC Comics ficaram entusiasmados com a ideia dos brasileiros.

ESTANDES

Os estandes foram separados por corredores em que todos foram organizados segundo ordem alfabética de forma que era possível se orientar perfeitamente por esses corredores. O acabamento de todos os estandes era maravilhoso mostrando o quanto os expositores se preocuparam com os fãs e de marcar presença no evento. Áreas temáticas como do filme Star Wars fizeram fama e deixaram o evento com um ar mais empolgante. Aliás, esse estande foi um dos tops do CCXP.

Para aqueles fãs mais “antigos”, poderiam se vestir com a roupa dos Caça-fantasmas, segurar a arma e tirar foto na frente de uma “meia-réplica” (como se existisse essa palavra…) do carro; ou para aqueles que adoram adaptações ainda poderiam tirar fotos com um figurante do Deadpool no estande do filme (que, aliás, ele estava hilário, até passo da lua ele deu); ver informações do novo filme do Batman vs Superman com a exposições de bonecos em tamanho real dos dois personagens. E muito mais.

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COSPLAYS

Os cosplayers foram um show a parte. Pessoas se vestiram de personagens das mais diversas mídias: jogos, animes, filmes, HQs, etc. Infelizmente, nos dois primeiros dias que visitei, não haviam tantos cosplayers, mas os que estavam lá demonstraram capricho e carisma. Encontrei a Chun-li e Cammy de Street Fighter, vários Deadpools incluindo uma fusão do Deadpool com o Chapolin (muito épico); os cavaleiros de ouro e a deusa Atena com a Armadura Deus dela (Cavaleiros do Zodíaco para quem não se localizou), Malévola, Planeswalker do cardgame Magic, dentre outros que não me recordo ou não sei a origem.

IMPRESSÕES

Indo no evento, me senti o verdadeiro garoto do interior: ver fotos e ler sobre o evento nos dá apenas uma vaga ideia da grandiosidade de um CCXP. Vivenciá-la é uma experiência a parte. O evento deu um show de organização. Foi impressionante participar. Tão impressionante que eu nem consigo colocar neste artigo os sentimentos e sensações que vivenciei no evento. Ver de perto bonecos em tamanho real de seus personagens favoritos ou cenas de filme (HULK Vs HULKBUSTER FOI FODAAAAAAA!!!!!), ver os criadores de seus personagens favoritos falando dos novos rumos que a empresa vai tomar, encontrar atores de personagens épicos como a Evangeline Lily (“vespa” do filme Homem Formiga, ou Tauriel da trilogia Hobbit) é uma sensação indescritível e o melhor de tudo, ver o quão grande é a população NERD (GEEK, etc.) é a melhor sensação que tem. Não estou só nesse planeta.

Finalizando, recomendo a todos que curtem cultura Pop, que visitem o evento nos próximos anos. É fenomenal e vale o dinheiro gasto para a visita.

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